Quando se fala em Inteligência, com a conotação de uma Atividade desenvolvida em ambiente reservado ao trabalho especializado de pessoas devidamente preparadas para esse tipo de serviço, logo vem aos leigos à lembrança de filmes espetaculares que “retratam” a atuação de Serviços Secretos onde, atores no papel de Agentes, misturando sexo e vaidade, com armas e equipamentos não menos espetaculares, realizam as mais fantasiosas proezas com total desprezo aos mais elementares princípios que regem a Atividade de Inteligência.
No entanto, é indispensável que se perceba que embora produzidos exclusivamente com a finalidade de entretenimento, esses divertidos filmes – sobre as peripécias vividas por Agentes Secretos fictícios – deixam antever a existência de algo em comum com o verdadeiro trabalho desenvolvido por um setor que se destina a produzir conhecimentos no campo da Inteligência, o Ser Humano.
De grande importância será ter sempre em mente que o Homem, embora se constitua no elemento básico no emprego da Atividade de Inteligência – pois é ele quem dirige o processo, planeja, busca, analisa, elabora, executa, controla e o que é mais importante, quem decide – é ele, também, o principal fator de inquietação predominante em qualquer tipo de ameaça a segurança das instituições. Portanto, cuidados muito especiais devem ser tomados por ocasião de sua seleção com vistas a sua admissão em qualquer área de trabalho, principalmente nas que lidam diretamente com ativos financeiros ou com assuntos sigilosos, pois, em qualquer dessas áreas, a confiabilidade e a competência profissional caminham juntas.
Tudo que a imaginação permitir terá na figura humana o fator decisivo de sucesso ou insucesso. Sendo o Ser Humano a peça mais valiosa no desenvolvimento da Atividade de Inteligência, cresce de importância um recrutamento bem planejado, seguido de uma rigorosa seleção que permita extrair-se do grupo social, aqueles que, a priori, forem julgados possíveis de fazer parte de uma comunidade que se dedica à produção de conhecimentos sigilosos.
Não basta apenas um acendrado “espírito de corpo” ou um contagiante entusiasmo no cumprimento de suas tarefas para que servidores que compõem o quadro orgânico de uma Agência sejam reconhecidos como profissionais qualificados para o exercício de tão sensível Atividade.
Autor: Sócio Diretor da Empresa Castello Branco Investigações
Fonte: A Atividade de Inteligência nas Empresas / Competitividade e Proteção
Patrimonial
DETETIVE PARTICULAR
(Consultoria de Inteligência Privada)